{"id":1833,"date":"2013-06-28T23:32:07","date_gmt":"2013-06-28T23:32:07","guid":{"rendered":"http:\/\/josemariacastillejo.com\/?p=1833"},"modified":"2013-07-05T12:20:55","modified_gmt":"2013-07-05T12:20:55","slug":"de-verdad-en-espana-se-apoya-a-las-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/josemariacastillejo.com\/pt\/blog\/2013\/06\/28\/de-verdad-en-espana-se-apoya-a-las-empresas\/","title":{"rendered":"Existe um verdadeiro apoio \u00e0s empresas em Espanha?"},"content":{"rendered":"<p>99% do tecido empresarial espanhol s\u00e3o pequenas e m\u00e9dias empresas. Para que as PME possam manter-se e crescer, \u00e9 essencial que disponham de financiamento.<\/p>\n<p>Ontem estive no lan\u00e7amento de imprensa do <a title=\"Espanha Startup\" href=\"http:\/\/www.spain-startup.com\/\" target=\"_blank\">Cimeira de startups e investidores de Espanha<\/a>. Uma iniciativa promovida pelo <a title=\"Instituto de Empresa\" href=\"http:\/\/www.ie.edu\/\" target=\"_blank\">Instituto de Empresa<\/a> e patrocinado de forma especial por <a title=\"Mutua Madrile\u00f1a\" href=\"http:\/\/www.mutua.es\/\" target=\"_blank\">Mutua Madrile\u00f1a<\/a>. Maria Benjumea, Presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Spain Startup e Presidente da Spain Startup, apresentou em pormenor as suas actividades. <a title=\"Infoempleo\" href=\"http:\/\/www.infoempleo.com\/\" target=\"_blank\">Infoempleo<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Spain-Startup-Investor-Summit.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1877\" alt=\"Spain-Startup-Investor-Summit\" src=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Spain-Startup-Investor-Summit-1024x506.jpg\" width=\"960\" height=\"474\" srcset=\"https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Spain-Startup-Investor-Summit-1024x506.jpg 1024w, https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Spain-Startup-Investor-Summit-300x148.jpg 300w, https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Spain-Startup-Investor-Summit.jpg 1295w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/p>\n<p>As conclus\u00f5es mais importantes que foram apresentadas ontem, ap\u00f3s a an\u00e1lise de mais de 2.000 projectos de toda a Espanha, s\u00e3o que o acesso ao financiamento, a forma\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio e a sua dedica\u00e7\u00e3o ao projeto s\u00e3o factores determinantes para o sucesso do empreendedorismo em Espanha.<\/p>\n<p>Em particular, foram referidos v\u00e1rios pontos que considero importantes e que merecem ser destacados:<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"line-height: 13px;\">Dois em cada tr\u00eas projectos n\u00e3o t\u00eam financiamento externo.<\/span><\/li>\n<li>A falta de cr\u00e9dito significa que apenas 2% das empresas sobrevivem 5 anos<\/li>\n<li>As empresas globais, com uma orienta\u00e7\u00e3o mais internacional, representam apenas 8% dos projectos apresentados.<\/li>\n<li>86% dos empres\u00e1rios s\u00e3o espanh\u00f3is, o que demonstra a falta de atra\u00e7\u00e3o dos estrangeiros pelo mercado espanhol.<\/li>\n<li>A cultura empresarial \u00e9 praticamente inexistente entre as pessoas com ensino secund\u00e1rio ou forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A necessidade das pequenas e m\u00e9dias empresas em Espanha \u00e9 evidente. Elas representam 99% do tecido empresarial espanhol.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1878\" aria-describedby=\"caption-attachment-1878\" style=\"width: 576px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3155.png\"><img decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-1878\" alt=\"Mar\u00eda Benjumea\" src=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3155-576x1024.png\" width=\"576\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3155-576x1024.png 576w, https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3155-169x300.png 169w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1878\" class=\"wp-caption-text\">Mar\u00eda Benjumea<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O segredo para avan\u00e7armos como pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 falar de empres\u00e1rios. Nem o segredo est\u00e1 em falar em apoiar os empres\u00e1rios. Nem est\u00e1 sequer na cria\u00e7\u00e3o de uma \"Lei dos Empres\u00e1rios\".<\/p>\n<p>O segredo e a quest\u00e3o verdadeiramente fundamental \u00e9 que os empres\u00e1rios e os empres\u00e1rios existentes, as pequenas e m\u00e9dias empresas, consigam encontrar financiamento.<\/p>\n<p>Trata-se de algo de que muito poucas pessoas falam. A necessidade de financiar as empresas.<\/p>\n<p>Os bancos fecharam completamente a porta ao financiamento. N\u00e3o podem, n\u00e3o t\u00eam o dinheiro ou simplesmente n\u00e3o querem. N\u00e3o sei a resposta. A realidade \u00e9 que o financiamento desapareceu completamente. E n\u00e3o se trata de uma aprecia\u00e7\u00e3o pessoal. As estat\u00edsticas est\u00e3o a\u00ed:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Financiacion-publica.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1726\" alt=\"Financiacion publica\" src=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Financiacion-publica.jpg\" width=\"545\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Financiacion-publica.jpg 545w, https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Financiacion-publica-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bem, se o financiamento banc\u00e1rio desapareceu... que alternativas restam para se financiarem como empresas?<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias. Mas a mais importante e a que deveria ser mais acess\u00edvel \u00e0s empresas \u00e9 a capacidade de emitir d\u00edvida e de a colocar no mercado. Emiss\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es ou de t\u00edtulos de d\u00edvida. \u00c9 algo que o Estado espanhol j\u00e1 faz h\u00e1 muito tempo, tal como as grandes empresas, mas que at\u00e9 agora estava vedado \u00e0s pequenas e m\u00e9dias empresas.<\/p>\n<p>As obriga\u00e7\u00f5es para PME, sendo emiss\u00f5es mais pequenas e tendo o risco de uma dimens\u00e3o menor para o investidor por parte das empresas emissoras, exigem um pre\u00e7o mais elevado para serem colocadas. Isto significa um rendimento mais elevado para quem investe nelas.<\/p>\n<p>A abertura deste mercado permitiria, a meu ver, alcan\u00e7ar dois objectivos muito importantes:<\/p>\n<ul>\n<li>Isto resolveria o problema do financiamento, especialmente para as PME. Um dos calcanhares de Aquiles mais delicados para as nossas empresas, que faz com que apenas 2% das empresas sobrevivam at\u00e9 5 anos. Mas \u00e9 tamb\u00e9m...<\/li>\n<li>Permitiria aos pequenos investidores ter acesso a investimentos com rendimentos mais elevados do que os normalmente oferecidos pelos bancos. Trata-se de um silogismo baseado no facto de que quanto maior \u00e9 o rendimento, maior \u00e9 o risco. Os bancos est\u00e3o a pagar, no m\u00e1ximo, 3% pelas poupan\u00e7as depositadas. As obriga\u00e7\u00f5es PME deveriam estar a pagar cerca de 10%. Pergunto-me: o que \u00e9 mais arriscado: uma PME em crescimento e internacionaliza\u00e7\u00e3o ou um banco em Espanha? Cada um tem o seu risco. A realidade \u00e9 que, atualmente, o pequeno investidor s\u00f3 tem acesso \u00e0quilo que passa pelos Bancos. E os bancos s\u00f3 oferecem aquilo que mais lhes interessa: .... os bancos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Falemos da emiss\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es ou de t\u00edtulos de d\u00edvida.<\/p>\n<p>Na sexta-feira da semana passada, El Mundo abriu a sua primeira p\u00e1gina com este artigo:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3126.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1834\" alt=\"IMG_3126\" src=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3126-1024x576.png\" width=\"960\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3126-1024x576.png 1024w, https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3126-300x169.png 300w, https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3126.png 1136w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As tr\u00eas raz\u00f5es pelas quais o jornalista comentou que tinham sido\u00a0<strong>accionadores para <a title=\"ADIF\" href=\"http:\/\/www.adif.es\/es_ES\/index.shtml\" target=\"_blank\">ADIF<\/a> teve de ir para a Irlanda!!!!<\/strong> para emitir obriga\u00e7\u00f5es para se financiarem s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"line-height: 13px;\"><strong>Poupan\u00e7a de tempo<\/strong>A ADIF tem pressa em obter dinheiro. \u00c9 o caso da grande maioria das empresas espanholas.<\/span><\/li>\n<li><strong>Poupar dinheiro<\/strong>Os custos de emiss\u00e3o na Irlanda s\u00e3o muito inferiores aos da emiss\u00e3o em Espanha.<\/li>\n<li><strong>Vantagens fiscais para os investidores<\/strong> participar na coloca\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 importante ter este facto em conta. Depois dos anos em que tivemos a torneira do cr\u00e9dito completamente fechada, aqueles que deveriam estar a ajudar as empresas a aceder ao cr\u00e9dito parecem continuar a olhar para o outro lado.<\/p>\n<p>O jornalista prossegue dizendo que pediram a um banco de investimento \"...\".<em>com uma forte presen\u00e7a em Espanha<\/em>e este banco de investimento, entre outras coisas, afirma que a emiss\u00e3o de d\u00edvida na Irlanda tem um maior \"...risco de uma taxa mais elevada de emiss\u00e3o de d\u00edvida na Irlanda\".<em>simplicidade administrativa<\/em>\"do que pensar em faz\u00ea-lo em Espanha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3127.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1835\" alt=\"IMG_3127\" src=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3127-1024x576.png\" width=\"960\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3127-1024x576.png 1024w, https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3127-300x169.png 300w, https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3127.png 1136w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por um lado, existe o \"<em>simplicidade administrativa<\/em>\"Irlanda e, por outro lado, o exame de espanhol com algo como um \".<em>ensaio<\/em>analisar se o risco inerente \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o a emitir \u00e9 \"...\".<em>adequado ou n\u00e3o<\/em>\"para o investidor. Em ambos os casos, a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 supostamente a mesma e deve ser igualmente completa. Na Irlanda, o processo demora tr\u00eas semanas e cabe ao investidor decidir se quer ou n\u00e3o investir. Em Espanha, o processo \u00e9 exaustivo, minucioso, longo, cansativo e demora meses.<\/p>\n<p>Qual das duas posi\u00e7\u00f5es \u00e9 a melhor? \u00c9 realmente verdade que o investidor espanhol n\u00e3o tem capacidade suficiente para analisar a \"?<em>seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o<\/em>\"O que \u00e9 que precisa para fazer um investimento? Esta pergunta precisa de ser respondida.<\/p>\n<p>Ler o artigo...<\/p>\n<p>O jornalista fala de duas raz\u00f5es que levaram a ADIF a procurar a radiodifus\u00e3o na Irlanda:<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"line-height: 13px;\">\"...<strong><em>problemas de acesso ao cr\u00e9dito atrav\u00e9s dos canais banc\u00e1rios normais<\/em><\/strong>...\". Em suma:\u00a0<strong>N\u00c3O EXISTE QUALQUER CR\u00c9DITO<\/strong> para as empresas. Este problema de falta de cr\u00e9dito pode levar ao encerramento e \u00e0 morte da maioria das empresas, multiplicando exponencialmente o desemprego em Espanha. N\u00e3o se trata de um problema novo. Est\u00e1 latente h\u00e1 anos no mercado espanhol.<\/span><\/li>\n<li>\"...<strong><em>a acelera\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o \u00e9 vital para os gestores<\/em><\/strong>...\". A rapidez \u00e9 importante nos neg\u00f3cios. Se o financiamento do Estado espanhol fosse cortado durante oito ou nove meses, o que aconteceria? J\u00e1 o vimos nos \u00faltimos meses. A Espanha estaria \u00e0 beira do incumprimento e \u00e0 beira da interven\u00e7\u00e3o. Mas parece que isso \u00e9 algo que n\u00e3o \u00e9 tido em conta pelas empresas. Pelo menos at\u00e9 agora, as PME n\u00e3o foram tidas em conta. E agora parece que as grandes tamb\u00e9m n\u00e3o. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o El Corte Ingl\u00e9s que vai \u00e0 Irlanda para emitir as suas obriga\u00e7\u00f5es. \u00c9 tamb\u00e9m o ADIF.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 curioso. Parece que Espanha se tornou um pa\u00eds onde \u00e9 melhor, mais f\u00e1cil, mais barato e mais r\u00e1pido procurar financiamento e autoriza\u00e7\u00e3o oficial para se financiar... <strong>noutro pa\u00eds!!!<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3128.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1836\" alt=\"IMG_3128\" src=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3128-576x1024.png\" width=\"576\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3128-576x1024.png 576w, https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3128-169x300.png 169w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ler o artigo...<\/p>\n<p>O jornalista afirma que o <a title=\"CNMV\" href=\"http:\/\/www.cnmv.es\/portal\/home.aspx\" target=\"_blank\">CNMV<\/a> \"...<em>est\u00e1 a proceder \u00e0 reforma das taxas para as adaptar \u00e0 nova realidade do mercado e reduzir o tempo de emiss\u00e3o... sem que o investidor perca seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o.<\/em>...\"<\/p>\n<p><strong>Tenho a certeza e a convic\u00e7\u00e3o absoluta da honestidade dos profissionais do CNMV na sua vontade de pensar em dar \"...o melhor de si\".<em>seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o<\/em>\"para o investidor.<\/strong><\/p>\n<p>Mas... pergunto-me:<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"line-height: 13px;\">N\u00e3o deveria ser o investidor a decidir e a escolher o n\u00edvel de seguran\u00e7a e de prote\u00e7\u00e3o que pretende? Tanto quanto sei, a CNMV deve garantir que a informa\u00e7\u00e3o fornecida ao investidor \u00e9 completa e fi\u00e1vel. <strong>Informa\u00e7\u00f5es completas em \"<em>prote\u00e7\u00e3o<\/em>\"para o investidor. Mas n\u00e3o creio que seja um dos objectivos da CNMV garantir que o \"<em>seguran\u00e7a<\/em>\"do investidor. Se assim fosse, tornar-se-iam co-respons\u00e1veis, e n\u00e3o creio que seja isso que pretendem.<\/strong>.  O investidor deve zelar pela sua pr\u00f3pria seguran\u00e7a.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"line-height: 13px;\">Ser\u00e1 que o investidor precisa que o custo para o emitente, para a empresa que emite a d\u00edvida, se torne muito elevado devido ao tempo que demora, \u00e0 exig\u00eancia de documenta\u00e7\u00e3o e esclarecimentos adicionais, ao custo dos advogados, etc., para que a CNMV possa ter a certeza de que est\u00e1 a vigiar este suposto \"...\", e para que a CNMV possa ter a certeza de que est\u00e1 a vigiar este suposto \"...\"?<em>seguran\u00e7a<\/em>\"N\u00e3o poder\u00e1 isto tornar-se um risco muito elevado para as empresas nos tempos que correm, em que a rapidez de rea\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para a sobreviv\u00eancia?\u00a0<\/span><\/li>\n<li>Ser\u00e1 que o facto de os prazos neste pa\u00eds serem t\u00e3o longos, que os emitentes est\u00e3o em melhores condi\u00e7\u00f5es para procurar autoriza\u00e7\u00f5es noutros pa\u00edses da Comunidade Econ\u00f3mica Europeia, constitui uma seguran\u00e7a e uma prote\u00e7\u00e3o para os investidores? O que \u00e9 que est\u00e3o a fazer de errado na Irlanda ou no Luxemburgo que lhes permite obter autoriza\u00e7\u00f5es em semanas, enquanto aqui demoram meses?<\/li>\n<li>As experi\u00eancias recentes de muitos investidores em Espanha com investimentos em \"<em>supervisionado<\/em>\"... n\u00e3o deveriam ter demonstrado suficientemente que <strong>tentar exercer o controlo n\u00e3o \u00e9 eficaz sobre quem deve aprovar a informa\u00e7\u00e3o dada ao investidor, mas sobre quem coloca e quem finalmente decide se deve investir.<\/strong> ou n\u00e3o? Isto \u00e9 algo semelhante ao aumento dos impostos. Penso que est\u00e1 publicado em muitos locais que, se os impostos forem aumentados acima de um determinado n\u00edvel, as receitas diminuem e a atividade econ\u00f3mica p\u00e1ra. Foi o que aconteceu em Espanha. Algo semelhante poderia acontecer com as emiss\u00f5es obrigacionistas: a seguran\u00e7a \u00e9 controlada por algu\u00e9m que, na minha opini\u00e3o, n\u00e3o o deveria fazer e a conclus\u00e3o \u00e9 que as emiss\u00f5es das empresas nunca ser\u00e3o suficientemente seguras, especialmente quando passam meses sem conseguir encontrar o financiamento de que necessitam. Enquanto as PME gastam tempo e esfor\u00e7o \u00e0 espera de autoriza\u00e7\u00e3o, muitas podem morrer \u00e0 fome. E, na melhor das hip\u00f3teses, em vez de dedicarem os seus esfor\u00e7os e energias \u00e0quilo para que est\u00e3o no mercado, s\u00e3o obrigadas a concentrar-se noutras coisas em vez de desenvolverem a sua atividade. Isto faz-nos perder muita competitividade, oportunidades e agilidade para chegar ao mercado.<\/li>\n<li>N\u00e3o ser\u00e1 a consequ\u00eancia involunt\u00e1ria deste desejo de dar\"?<em>seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o<\/em>O \"oligop\u00f3lio\" das institui\u00e7\u00f5es financeiras, de modo que o que se consegue involuntariamente \u00e9 que a verdadeira concorr\u00eancia nunca chegue ao investidor final? Enquanto n\u00e3o puderem ser oferecidas ao pequeno investidor alternativas de investimento para al\u00e9m das propostas pelo gerente da sua ag\u00eancia banc\u00e1ria, ou as que puderem ser oferecidas tiverem de estar na lista das \"melhores\".<em>investimentos aprovados para distribui\u00e7\u00e3o<\/em>\"Os bancos continuar\u00e3o a controlar e a filtrar o que vai para o investidor e, como de costume, f\u00e1-lo-\u00e3o de acordo com os seus pr\u00f3prios interesses. <strong>Isto \u00e9 definido como oligop\u00f3lio. Onde est\u00e1 Bruxelas para estes casos? Porque \u00e9 que o Comiss\u00e1rio Almunia n\u00e3o se interessa por isto?\u00a0<\/strong>O controlo exercido pelos bancos sobre os pequenos investidores em Espanha \u00e9 total e absoluto. \u00c9 praticamente imposs\u00edvel colocar um investidor num produto de investimento que n\u00e3o agrade \u00e0 entidade reguladora e, posteriormente, aos bancos. O investidor tem muito pouco poder de decis\u00e3o. Tudo lhes \u00e9 imposto \"<em>descafeinado<\/em>\". Como se n\u00e3o tivessem a capacidade de decidir. E o que \u00e9 pior, que isso lhes chegue \u00e0s m\u00e3os\".<em>descafeinado<\/em>\"n\u00e3o \u00e9 necessariamente do interesse dos investidores. No entanto, parece ser do interesse dos bancos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3129.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1837\" alt=\"IMG_3129\" src=\"http:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3129-576x1024.png\" width=\"576\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3129-576x1024.png 576w, https:\/\/josemariacastillejo.com\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/IMG_3129-169x300.png 169w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o posso deixar de comentar outra coisa, ligada ao texto acima, que tamb\u00e9m considero preocupante.<\/p>\n<p>Parece que, tendo em conta o artigo sobre a quest\u00e3o do ADIF na Irlanda publicado na semana passada na vers\u00e3o impressa do El Mundo, o Grupo Parlamentar Socialista pediu explica\u00e7\u00f5es \u00e0 Ministra Ana Pastor.<\/p>\n<p>O El Mundo disse no <a title=\"ADIF e financiamento na Irlanda\" href=\"http:\/\/www.elmundo.es\/elmundo\/2013\/06\/28\/economia\/1372430593.html\" target=\"_blank\">vers\u00e3o digital<\/a> isso:<\/p>\n<blockquote><p>\"<em>&#8230;<strong>Rafael Simancas<\/strong>O porta-voz socialista para as Obras P\u00fablicas pediu explica\u00e7\u00f5es sobre duas quest\u00f5es. \"Em primeiro lugar, deve ser explicado porque \u00e9 que o ADIF deixou de recorrer ao seu financiador habitual nos \u00faltimos anos para os grandes projectos de infra-estruturas: o Banco Europeu de Investimento\", disse.<\/em><\/p>\n<p><em>Na sua opini\u00e3o,\u00a0<strong>o BEI \"n\u00e3o confia<\/strong>\u00a0j\u00e1 nas an\u00e1lises muito deficientes da procura e do retorno do investimento efectuadas pela nova equipa da Fomento em Espanha\".<\/em><\/p>\n<p><em>Em segundo lugar, \"o Ministro Pastor deve explicar como \u00e9 poss\u00edvel que um operador p\u00fablico espanhol como o ADIF tenha decidido, segundo a imprensa, emitir as suas obriga\u00e7\u00f5es num pa\u00eds estrangeiro, a Irlanda, com o objetivo de\u00a0<strong>inten\u00e7\u00e3o expl\u00edcita de n\u00e3o pagar impostos\u00a0<\/strong>no nosso pa\u00eds<\/em>\".<\/p><\/blockquote>\n<p>Da leitura do texto, parece que a \u00fanica coisa que diz respeito ao <a title=\"Grupo Socialista no Parlamento Europeu\" href=\"http:\/\/www.socialistasdelcongreso.es\/opencms\/opencms\/gps\/home.html\" target=\"_blank\">Grupo Socialista no Parlamento Europeu<\/a> \u00e9 que uma empresa espanhola, que tamb\u00e9m \u00e9 p\u00fablica, mas sobretudo espanhola, tem de \"....<em>emitir as suas obriga\u00e7\u00f5es num pa\u00eds estrangeiro, a Irlanda, com o objetivo expl\u00edcito de n\u00e3o pagar impostos.<\/em>..\"<\/p>\n<p>O que eu entendo destas perguntas do senhor deputado Simancas, ou pelo menos o que eu entendo, \u00e9 que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista s\u00f3 se preocupa com os impostos.<\/p>\n<p>De acordo com o artigo do El Mundo, o Sr. Simancas afirma que o objetivo do \"<em>expl\u00edcito<\/em>O \"objetivo principal da quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 pagar impostos. E exige que o Ministro Pastor explique como isso \u00e9 poss\u00edvel!!!!<\/p>\n<p>Penso que o senhor deputado Simancas est\u00e1 errado neste ponto.<\/p>\n<p>A emiss\u00e3o destas obriga\u00e7\u00f5es na Irlanda n\u00e3o tem \"<em>o objetivo expl\u00edcito de n\u00e3o pagar impostos<\/em>\"Um dos objectivos da emiss\u00e3o, segundo o mesmo artigo, \u00e9 obter vantagens fiscais. Mas esse \u00e9 apenas o terceiro. Antes disso, h\u00e1 dois outros objectivos que, na minha opini\u00e3o, s\u00e3o muito, muito mais importantes para o ADIF:<\/p>\n<ul>\n<li>agilidade para poder emitir os financiamentos de que necessita, e<\/li>\n<li>redu\u00e7\u00e3o de custos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O senhor deputado Simancas n\u00e3o parece estar preocupado com estes dois primeiros objectivos.<\/p>\n<p>Que \u00e9 preciso ir \u00e0 Irlanda para transmitir, porque se tentarmos faz\u00ea-lo em Espanha, temos de ir \u00e0 Irlanda para transmitir. <strong>os prazos seriam t\u00e3o longos que n\u00e3o conseguiriam satisfazer as suas necessidades a tempo.\u00a0<\/strong>O senhor deputado Simancas n\u00e3o parece estar preocupado.<strong>\u00a0<\/strong>Tamb\u00e9m n\u00e3o parece estar preocupado com o facto de ser <strong>\u00e9 evidente como o processo \u00e9 \"pesado\" - para usar as palavras do artigo - e dispendioso em Espanha.<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que estamos a fazer.<\/p>\n<p>Temos de nos preocupar em apoiar as empresas para que possam ter <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>\u00e0 m\u00e3o<\/strong><\/span> <strong>solu\u00e7\u00f5es reais e efectivas para os problemas que enfrentam. E o maior problema \u00e9 o acesso ao financiamento<\/strong>.<\/p>\n<p>Se fossem apresentadas verdadeiras solu\u00e7\u00f5es para este problema, a consequ\u00eancia imediata seria a gera\u00e7\u00e3o de atividade econ\u00f3mica, a retoma do crescimento, a gera\u00e7\u00e3o de riqueza e, sobretudo, a cria\u00e7\u00e3o de novos empregos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O financiamento \u00e9 fundamental para a sobreviv\u00eancia das empresas a m\u00e9dio prazo. O que est\u00e1 a ser feito em Espanha para ajudar as empresas a obt\u00ea-lo?<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":1853,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[661,662,25,43,432,663,651],"class_list":["post-1833","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-emprendedor","tag-adif","tag-bonos","tag-cnmv","tag-emprendedores","tag-financiacion","tag-irlanda","tag-pymes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/josemariacastillejo.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1833","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/josemariacastillejo.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/josemariacastillejo.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/josemariacastillejo.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/josemariacastillejo.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1833"}],"version-history":[{"count":44,"href":"https:\/\/josemariacastillejo.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1833\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1889,"href":"https:\/\/josemariacastillejo.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1833\/revisions\/1889"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/josemariacastillejo.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1853"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/josemariacastillejo.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1833"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/josemariacastillejo.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1833"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/josemariacastillejo.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1833"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}